As Organizações e o Metaverso

As Organizações e o Metaverso

SILVANA DE OLIVEIRA: Mediadora e Arbitro, Vice-presidente da Just Arbitration, Câmara de Mediação, Conciliação e Arbitragem, coordenadora do NPD (núcleo de Provas Digitais) e do Núcleo de Ensino EaD-JA.

O Metaverso abre um novo tipo de relacionamento entre pessoas e as organizações, possibilitando ações mais imersivas e hiper contextualizadas, onde as organizações terão uma nova fase de desenvolvimento. No Metaverso, avatares de serviço podem ser criados, interagindo com avatares de consumidores para criar uma sensação de presença. A racionalidade das compras online diminuiu, muitas vezes focando apenas em produtos, preços e promoções, trazendo mais emoção ao momento da compra.

Atualmente, existem restrições de capacidade além do deslocamento ao realizar campanhas de marketing no mundo físico. No Metaverso, o espaço pode ser multiplicado, com multiversos espelhados, derrubando as barreiras da capacidade.

Estamos em uma fase de desenvolvimento no que diz e-commerce, e ainda há muito a crescer. Através do Metaverso, esse tipo de compra será mais gregário e imersivo. Uma das formas e desenvolvimentos que a Meta planeja para democratizar o Metaverso é melhorar a experiência de compra.

Onde começar?

É importante pensar em algo diferente, não em uma simples réplica virtual do que é feito no mundo real. Um exercício interessante para as marcas planejarem seus caminhos de diferenciação no Metaverso é entender qual ficção você tem com seus consumidores hoje e como corrigir isso no Metaverso.

Por exemplo, no caso de uma marca de roupas, ao experimentar uma peça de roupa em um ambiente físico, você fica limitado pela disponibilidade de espaço e estoque. Ao experimentar no mundo virtual, você pode não só experimentar como mudar as cores, fazer “ajustes”, mudar a cena para ver como ficaria em outro ambiente (praia, festa, etc.), mas até simular como ficaria olharia em outro ambiente. 

A Nike recentemente registrou uma série de patentes de sua marca para uso em universos virtuais, sugerindo que é um esporte que veio para ficar.

nesse sentido mostramos o quanto é importante as organizações se prepararem para esse movimento. Criar experiências que combinem os mundos físico e digital, mesmo que pequenas ou pontuais, é um passo importante para testar como sua categoria e marca podem se estabelecer no novo ambiente.

Cada vez mais empresas estão investindo em ações e interações em plataformas e universos virtuais, mas antes de dar esse passo e muito importante que as empresas estejam preparadas e em conformidade com a LGPD (Lei Geral de Proteção de Dados Pessoais, Lei nº 13.709/2018) e o Compliance, viva e desfrute esse novo mundo, o mundo Metaverso.